Essa é uma das maiores armadilhas que vejo no consultório: pacientes que convivem com dor crônica há anos — e que passaram todo esse tempo tomando analgésicos e anti-inflamatórios como se fossem tratamento.
Não são.
Analgésicos e anti-inflamatórios são ferramentas de controle de sintoma. Eles reduzem a percepção da dor ou a inflamação aguda — mas não atuam na causa da dor. Quando o efeito passa, a dor volta. Muitas vezes mais intensa.
Com o tempo, esse ciclo gera consequências sérias:
→ O organismo desenvolve tolerância — precisa de doses maiores para o mesmo efeito
→ Uso prolongado de anti-inflamatórios causa lesões gástricas, renais e cardiovasculares
→ A causa real da dor continua evoluindo — sem diagnóstico, sem tratamento, sem solução
Dor crônica é uma condição médica com causa identificável. Artrose, hérnia de disco, tendinopatia, dor neuropática, bursite — cada uma tem um mecanismo específico e exige uma abordagem específica.
O tratamento correto não mascara a dor. Ele atua na origem.
Quando o paciente chega ao meu consultório depois de anos tomando remédio sem melhora consistente, a primeira pergunta que faço não é sobre a medicação. É: qual é a causa real dessa dor?
É a partir dali que o tratamento começa de verdade.
Dor que não passa com remédio precisa de diagnóstico. Agende uma consulta.





